“Precisar ter medo dos próprios sentimentos sexuais significa restringir a mais nobre das possibilidades humanas, o amor. Significa anular a espontaneidade humana em uma ampla gama de expressões – criatividade, motivação, paixão, compromisso, realizações heróicas. Significa ter medo de nosso próprio e mais profundo eu... Portanto, precisar escolher entre religião e sexualidade significa ter de optar, de uma maneira profunda e importante, entre a religião e a si próprio. Da maneira como entendemos a questão hoje, isso significa ter de escolher entre Deus e a integridade humana – Daniel A. Helminiak”.
Há dias comprei o livro “O que a Bíblia realmente diz sobre a Homossexualidade” e foi muito esclarecedor. Parece que, por causa do preconceito que Homossexuais sofrem por causa de religiosos, os mesmos decidiram entender realmente o que diz a Bíblia. Isso não precisava nem de estudos, não só Homossexuais, mas outros sofrem por causa de preconceito bíblico.
O psicólogo Helminiak envereda por um assunto complicado e por todo livro vai explicando e mostrando que todos entenderam errado! Que não há preconceito na Bíblia, tudo mal entendido. Falemos sobre esta estranha defesa, que embora esteja baseada em bons argumentos, ainda não melhoram a situação.
Tenham para si que a História de Sodoma e Gomorra não falava sobre Homossexualismo, mas sobre depravação; toda cidade foi destruída porque homens eram depravados e nada hospitaleiros... Tudo bem, queremos um mundo de pessoas dignas que respeitam todos, mas mesmo que expliquemos a Bíblia à favor dos Homossexuais para adaptarmos aos novos tempos, não é válido o argumento de hospitalidade; sabemos do mundo violento que vivemos, quem aqui daria abrigo ao mais desconhecido que fosse? Sei que é um erro esta falta de confiança que temos, mas evidências nos mostram que não devemos dar abrigo aos desconhecidos, quanta criminalidade existe? É pena que tenhamos que viver trancafiados dentro de nossas casas, mas isentando os homossexuais do castigo divino (o que é válido) acabam empurrando a culpa para os que não abrigam seus semelhantes, abrindo mais o leque dos que vão queimar no inferno.
Isso pode ser pouco comparado ao trecho que vamos analisar logo mais: Levítico.
De acordo com análises de Helminiak, Levítico foi escrito com o único intuito: Mostrar aos Judeus que os mesmos deviam manter sua peculiaridade e não agir como Canaanitas, tudo que Canaanitas faziam era errado, que não devemos trair quem somos e agir como outros. Não tenho intenções de ser irônico, mas se assim fosse, teríamos que matar todos os Cover Artísticos, imitadores e coisas parecidas; o preconceito não está sumindo, apenas mudando de foco. Tudo bem, Canaanitas eram pessoas ruins, matavam e deitavam-se uns com os outros... Por acaso se eu descobrisse que um homem é assassino e gay, teria que condenar a homossexualidade e não apenas o instinto assassino? Acho que não.
Outra alegação é que o Levítico não estaria falando de Homossexualidade, mas de idolatria, do ato de dobrar-se a outro homem, de venerar outro que não Deus. Também não me deixa convencido, uma vez que todo tipo de amor teria que entrar de gaiato neste barco furado; alguns homens também veneram suas esposas ou ficantes, há idolatria maior que transar com alguém? Ou estamos idolatrando o outro ou idolatrando nós mesmos, sempre existe um sentimento de adoração daquele que se entrega ao ato sexual. Teríamos que estar todos queimando no inferno.
Em capítulos posteriores que também condenam o Homossexualismo, eis que Helminiak chega à conclusão que textos sagrados não falam de homossexualidade, mas de masturbação, que esta atitude seria indigna, impura e não recomendada. Agora temos mais um problema, porque a maioria dos jovens em nosso planeta estariam condenados ao inferno. E quer defesa maior contra o estupro do que uma boa punheta, que ainda pode ser altamente saudável e recomendável, como o ato sexual?
As coisas parecem não melhorar. Pelas traduções e estudos aprofundados de Helminiak, o dilema em si está não no significado Homossexual, mas da palavra impuro; não é errado, é apenas sujo e malquisto pela sociedade. “Ainda não estou convencido como gay de que aquilo que faço não é errado e que não tenho que me esconder!” Então sigamos o raciocínio: Tudo bem ser gay, mas tudo bem também as pessoas quererem vomitar ao me verem agindo assim?
“Evitamos alguns comportamentos não porque eles são errados em si, mas simplesmente porque ofendem as pessoas. Enfiar o dedo no nariz, arrotar ou emitir gases são exemplos óbvios – em nossa cultura... O que é tabu não é necessariamente errado; ainda assim, sob determinadas circunstâncias, pode ser errado violar um tabu – Daniel A. Helminiak”.
Em outras palavras, tudo bem ser gay contanto que você não haja como! Estamos entrando numa linha nonsense que vai contra agir como si mesmo; ou seja, se por um lado você está salvo de não ir ao inferno, está negando sua peculiaridade e também merece o inferno; ainda quebra o mandamento “Não dar falso testemunho”, está dando falso testemunho sobre si mesmo. Há quem defenda dizendo que não agir não significa trair sua peculiaridade; novamente trancafiam o homossexual numa pacata vida sem sexo que certamente o mataria de tédio.
Novamente voltamos a Sodoma, que liga à Sodomia, sexo anal... Existe outra maneira do gay transar senão pelo sexo anal? Desculpe, não vejo como. A não ser que os parceiros se contentem com boquetes, mesmo assim seria estranho viver de boquete e punheta, uma vez que punheta está ligado a impureza e também condenável.
Acredito que o livro de Helminiak é necessário para que as igrejas aceitem seus homossexuais e os respeitem, mas se pudesse dar uma dica, pediria aos homossexuais para ficarem longe dela, uma vez que não são lógicas, são falsas. Recentemente assisti ao filme “Milk – A voz da igualdade” onde surgiu a seguinte frase sobre homossexuais, acho que vem à calhar: “Somos como a Igreja católica, acolhemos os excluídos, mas não os fazemos parte do mesmo time”.
Para finalizar, comprei a Nova Bíblia Viva, versão moderna, de fácil acesso e que, independente de estudos mais aprofundados introduz:
“O que o leitor recebe agora, portanto, é uma Bíblia de leitura agradável e fácil entendimento... Está ainda mais fiel aos originais redigidos em hebraico, aramaico e grego... Na Nova Bíblia Viva, sua palavra se torna mais clara que nunca.”
Já vimos que a tal Bíblia se dá credibilidade, diz que podemos ler sem medo de interpretações ruins e ainda diz ser de agradável leitura... Agradável? Não sei aonde, mas vamos ao polêmico trecho em Levítico para vermos se alguma alteração por conta dos novos estudos de interpretação foi feito:
“Se um homem tiver relações sexuais com outro homem (Isto é, praticar Homossexualismo) como quem se deita com uma mulher, ambos terão que ser mortos por causa do ato imoral; eles são responsáveis pela própria morte – Levítico 20:13”.
Por conta da imoralidade e não idolatria ou atitudes Canaanitas. Fecho com Helminiak: “A virtude consiste em viver conforme a razão, e não conforme as emoções ou sentimentos”.




